Cresce procura pelos varejões, mesmo com preços mais altos

Cresce procura pelos varejões, mesmo com preços mais altos

Em busca de comodidade e tranquilidade, consumidores de Manaus estão deixando as feiras e supermercados para comprar cada vez mais nos varejões. Mesmo com preço mais salgado, a aposta é na compra de verduras e frutas de melhor qualidade.

O fato de se localizarem em bairros é um dos motivos para o crescimento dos varejões. Há nove anos, quando decidiu montar um negócio, João Nascimento pensou em um segmento, que na visão dele, tinha tudo para crescer. “Acho que em primeiro lugar é porque os varejões ficam próximo da casa das pessoas. É mais viável do que ir numa feira, enfrentar fila. É mais cômodo”, disse Nascimento, proprietário do Varejão Econômico, na Cachoeirinha, que foi montando um mix de produtos conforme os clientes pediam, entre legumes e frutas. Hoje, o que João mais vende é cheiro-verde, limão, cebola, abóbora e batata.

A enfermeira Luiza da Silva opta pelos varejões pela praticidade de ficar mais próximo de minha casa. Como compra em pouca quantidade, não vale a pena ir até uma feira como a Manaus Moderna, onde os preços normalmente são mais baratos. “Muitas vezes, não compensa ir até ao Centro para fazer isso. Não compensa por causa da gasolina”, disse Luiza.

Com compras feitas uma vez por semana, a enfermeira gasta, em média, R$ 40 em um verejão na zona centro-oeste. Luiza conta que consegue ver diferenças de preço, como no quilo do abacate que é R$ 9 nos varejões e R$ 12 nos supermercados. Já o quilo do alho é R$ 20, R$ 3 mais barato que nos mercados grandes.

Com fornecedores das estradas da BR-174, AM-010 e de municípios como Iranduba, a ideia dos varejões é ter frutas e verduras mais frescas.

Receber carregamentos de hortifrútis todo dia e comprar em pouca quantidade é uma das estratégias dos varejões. “Esses mercados grandes compram em muita quantidade e deixam os alimentos na câmara para armazenar e quando vão usar muitos produtos não estão mais bons. Fazemos de tudo pra não comprar demais e deixar  guardado, senão cai  muito a qualidade”, disse o gerente do Varejão Paraíba, no Adrianópolis, Tsuyoshi Takatani.

Após ouvir sugestão de uma amiga, a dona de casa Fernanda da Silva passou a fazer as compras de verduras e frutas em varejões. Apesar de achar que os preços são mais altos que os encontrados em feiras e supermercados, a qualidade é um dos motivos que torna a compra de Fernanda satisfatória. “As verduras são de melhor qualidade. No supermercado, é impossível de comprar algo de boa qualidade”, disse a dona de casa.

A proximidade com sua casa também é outro ponto levantado por Fernanda. Para se deslocar até a Manaus Moderna, seria preciso gastar com estacionamento e gasolina. Não enfrentar filas e encontrar produtos que não são facilmente vendidos em supermercados, como broto de feijão e batata baroa, é outra motivação para Fernanda ir até o varejão. “Sai elas por elas. No fim das contas, compro algo de qualidade, mais rápido e um pouco mais caro”, avaliou a dona de casa.

Embora a procura por varejões esteja crescendo, a proprietária do Varejão Center, no Japiim, Leila Godinho, acredita que a clientela ainda está dividida. “O hábito do amazonense ainda é feira, são aquelas pessoas que têm famílias grandes e compram em grandes quantidades. Mas tem também as famílias menores que querem um pouco mais tranquilidade”, disse Godinho.

Além de fornecedores locais, os varejões importam boa parte dos alimentos de São Paulo e Minas Gerais, os maiores produtores de verduras.

Movimento menor
A crise econômica também afetou os varejões e mudou o consumo, fazendo o movimento cair. “Os consumidores estão evitando comprar, estão comprando menos nesse ano”, disse João Nascimento. Em 2014, o movimento estava ficando fraco, o que se acentuou neste ano.

Fonte: D24am

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