Recuperação da camada de ozônio

06/08/2016
Situação apresenta melhora após o tratado de Montreal
Situação apresenta melhora após o tratado de Montreal

Os cientistas obtiveram provas de que a camada de ozônio está se recuperando. Desde 2000, quando alcançou seu máximo histórico (25 milhões de quilômetros quadrados), o buraco reduziu-se em quatro milhões de quilômetros quadrados, quase meio Brasil.

 

Os pesquisadores também apresentam indícios de que a principal causa da recuperação foi o protocolo de Montreal, ou seja, a proibição dos compostos orgânicos clorados (clorofluorcarbonos, CFC) que eram usados na limpeza a seco, na refrigeração e em sprays. A substituição desses compostos por outros foi, portanto, de importância capital.

 

Também há fenômenos naturais que danificam o ozônio, como a temperatura nas camadas elevadas da atmosfera e, sobretudo, as erupções vulcânicas. Isso complicava muito as medições até agora. De fato, o aumento no buraco do ozônio que foi registrado em outubro passado se deveu, pensam agora os cientistas, à erupção do vulcão Calbuco, no sul do Chile. Os vulcões não emitem CFC, mas sim uma grande quantidade de pequenas partículas que sobem à atmosfera e favorecem as reações que destroem o ozônio.

 

Susan Solomon, geóloga do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts, na sigla em inglês), pioneira nas pesquisas sobre a destruição do ozônio, há 30 anos, apresentou os resultados na Science com colegas do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica, de Boulder (Colorado), e da Universidade de Leeds, no Reino Unido. O trabalho combina observações por balões e satélites com avançados modelos matemáticos.

Fonte: El País

Faça um comentário
Imprimir

Avaliar

  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5

Resultado da Avaliação:

  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
0

Deixe o seu comentário:

Indique a um amigo: